quinta-feira, 16 de maio de 2019

Bioação 4: Blog Meu sentimento no Estágio




          PRIMEIRA FOTO
Legenda: Da teoria à prática.
#Dateoriaaprática

. A primeira foto é da primeira aula de regência em sala, esse momento foi impar por proporcionar a ampliação das capacidades didáticas com os educandos, promovendo a ambientação metodológica e curricular.

É de suma importância para nós estagiário esse contato com a sala “real” pois proporciona uma modelagem do pensamento didático adquiridos, promovendo uma reflexão acerca das capacidades adquiridas e dos conhecimentos a serem repassados.
Esse momento foi significante por dar confiança e trabalhar a minha habilidade como futuro professor de Ciências, pois nele percebi a ambientação dos alunos, características psicossociais, nível de maturidade e percepção, situação dos conhecimentos de ciências e importância da vida estudantil.

Nessa foto eu usaria a Hashtag.: #Dateoriaaprática pois nesse momento tive a oportunidade de perceber o valor dos conhecimentos adquiridos até agora no curso e como são importantes na nossa prática, tanto na execução do conteúdo como na didática relacional interpessoal.




   
SEGUNDA FOTO
Legenda: Aula prática como ferramenta de estímulo a iniciação cientifica.
#Iniciaçãociêntifica

Esse momento fez parte da culminância do minicurso de astronomia e astronáutica desenvolvido por mim e executado com a ajuda do professor titular de ciências. Participaram alunos do 6° ano ao 9° ano do ensino Fundamental II, tive a ajuda da equipe de gestão, dos auxiliares e dos professores de outras turmas.

Esse momento foi importante para aplicação dos conhecimentos adquiridos na graduação, em especial os que engloba assuntos direto ou indiretamente ligados a Astronomia e Astronáutica. Foi importante esse momento para minha vida profissional por perceber que grande parte dos adolescentes tem interesse na iniciação científica, pois a aplicação teórica e prática do minicurso mostrou esse empenho e dedicação dessas jovens.

A Hashtag que vou usar será #Iniciaçãociêntifica pois esse processo foi bem visível e prazeroso tanto para os educandos como para mim.



 


TERCEIRA FOTO
Legenda: Ferramentas tecnológicas como apoio em sala
#Tecnologiasadisposiçãodaeducação

A imagem acima foi de uma de uma das aulas em que foi abordado o Sistema Solar e Universo nela usamos a tecnologia para trabalhar o conteúdo de forma a despertar a atenção e o interesse do aluno. Busquei aproximar eles desse mundo fabuloso e enigmático da ciência. Nessa aula usei, algumas aplicações absorvidas em outras práticas para trabalhar o conteúdo, juntando metodologias diversas com tecnologias disponíveis.

Foi muito gratificante esse momento, pois pude entender parte dos questionamentos sobre o ato de lecionar em especial Ciências, consegui trabalhar o conteúdo de forma confiante e satisfatória mim dando firmeza e experiência na condução de uma turma.
A  Hashtag que vou usar será #Tecnologiasadisposiçãodaeducação

pois com esse auxilio que tive dessas ferramentas desenvolvi de maneira mais fácil e didática o conteúdo trabalhado.



 

QUARTA FOTO
Legenda: Uso de objetos na percepção do conteúdo
#Objetosnoensinoprático

Essa imagem foi da primeira aula do minicurso de Astronomia e Astronáutica onde tive que trabalhar conceitos básicos relacionados a área, tais quais Gravidade, espaço, vácuo, direções cardeais, meridianos, formação da terra, formação do universo e etc. para mim ajudar na percepção desse conteúdo procurei usar objetos práticos como bola, planetário, bússola e etc. também foi importantíssimo o uso de animações em 3D, vídeos e imagens.

Esse momento foi gratificante por perceber como essas ferramentas fazem os alunos ficarem focado e aprenderem de forma didática e sem forçá-los, se tornado algo prazeroso uma vez que o conteúdo causa uma inquietação na curiosidade dos educandos. Nesse momento aprendi muito na forma de desenvolver práticas próximas a realidade dos alunos, assim como no desenvolvimento de atividades que chamam atenção dos mesmos.

A  Hashtag que vou usar será #Objetosnoensinoprático por entender a importância dessas ferramentais no ensino dos conteúdos.




quinta-feira, 7 de junho de 2018


ABALOS SÍSMICOS NO CEARÁ

Texto: Francisco Dias Lima

Na última madrugada dia 05 de junho de 2018 às 03 horas e 22 minutos da madrugada sensores do laboratório de sismologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte(LabSis-UFRN)  e do laboratório de sismologia da  Universidade de Brasília(ObSis-UNB) registam movimentos geológicos na região, o abalo foi pequeno não sendo percebido pela população, mas vem à tona uma situação que virou comum no Ceará, os abalos sísmicos.

Desde o início do século passado as documentações destes eventos vêm aumentando, fruto das constantes atividades sísmicas registradas por sensores instalados em pontos estratégicos do estado. As análises destes estudos vêm mostrando um conjunto de falhas espalhadas pelo estado, variando em tamanho e nível de atividade.

Embora estejamos sobre o centro da placa tectônica sul-americana não estamos imunes a eventos sísmicos ao contrário do que muitos pensam, a pressão estabelecida nas bordas da placa onde estamos localizados (sul-americana) ocasiona vários eventos no interior da placa que tem em sua formação vários tipos de rochas e solos moldados pelo intemperismo químico, físico e biológico além de contar com inúmeras. Contando com várias falhas e fossas geológicas moldadas com o tempo e que em alguns períodos revela picos de atividade e em outros diminuem os tremores aqui sentidos são frutos da rupturas das rochas no interior da terra que causa uma onda de choque que se propaga de forma longitudinal ou transversal.


Nesse cenário nas últimas décadas temos vistos uma frequência maior de tremores, fruto da maior atividade de um conjunto de falhar estratégicas assim como a quantidade populacional ao entorno dos eventos. Vale destacar que o tão conhecido “terremoto” de Pacajus que teve a intensidade  de 5,2 na Escala Richter é o mais conhecido do Ceará e afetou um grande contingente populacional presentes na região que nesse período já era densamente povoada. Geralmente a percepção populacional dos tremores acontece nessas áreas mais densamente povoadas uma vez que a probabilidade de causar danos é bem maior em virtude das estruturas físicas usadas no dia a dia da população, além de estarem ligadas ao mundo globalizado difundindo assim informações e depoimentos das pessoas que sentiram o evento.

O famoso terremoto de Pacajus ocorreu no dia 20 de novembro de 1980 na localidade de Brito, pertencente ao município de Cascavel porem o evento sísmico é conhecido como terremoto de Pacajus em virtude de os efeitos do abalo ter sido sentido mais nesse município, na verdade a região de maior dano foi o atual município de Chorozinho porém naquele período pertencia ao município de Pacajus só vindo se emancipar sete anos depois.

Entrada do município de Chorozinho, 2018. Foto prefeitura municipal de Chorozinho.

Esse tremor é considerado o maior da Norte/Nordeste, segundo de informações de Francisco Brandão, chefe do núcleo de sismologia da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil do Ceará (CEDEC) em entrevista ao jornal Diário do Nordeste, pesquisas feitas na região sobre o ocorrido relata que houve vários tipos de ocorrido, pessoas com fraturas e machucados, casas rachadas, eletrodomésticos danificados ou queimados, etc. É necessário entender que nesse período as estruturas e os bens de consumo não apresentavam os níveis de segurança de hoje, por exemplo, as casas, antes eram feitas apenas com barro e cal já hoje é quase que obrigação de além de ter cimento possuir ferro em sua estrutura para evitar rachaduras e danos maiores.

Casas destruídas em Chorozinho devido ao terremoto, em 1980 Foto: Artigo Terremoto de Pacajus: 30 anos depois/Francisco Brandão

Outros eventos sísmicos chamaram atenção em Irauçuba em 2015 houve abalos que chegaram há 3,3 e 3,8 graus de magnitude segundo o LabSis, e o de Sobral que ocorreu em 2009 e chegou a 4.3 graus de magnitude se espalhando em um raio de 200 quilômetros chegando a cidades do litoral.   

Em todas as regiões o acompanhamento da defesa civil junto com técnicos da área de sismologia é importante para prevenção e tratamento dos possíveis danos destes abalos frequentemente ocorrido no Ceará.

REFERÊNCIAS:

AGENCIA BRASIL EBC. Tremor de terra atinge noroeste do Ceará. Disponível em: <http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2017-03/tremor-de-terra-atinge-noroeste-do-ceara>. Acesso em: 07 jun. 2018.

DIÁRIO DO NORDESTE. Há 36 anos a terra tremeu no Ceará e pode tremer novamente. Disponível em: <http://plus.diariodonordeste.com.br/terremoto-de-pacajus/>. Acesso em: 07 jun. 2018.

G1.CLOBO.COM. Cascavel, no Ceará, tem tremor de terra de magnitude 3,0. Disponível em: <https://g1.globo.com/ceara/noticia/cascavel-no-ceara-tem-tremor-de-terra-de-magnitude-30.ghtml>. Acesso em: 07 jun. 2018.

PREFEITURA MUNICIPAL DE CHOROZINHO. História. Disponível em: <http://chorozinho.ce.gov.br/sobre/historia/>. Acesso em: 07 jun. 2018.

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Bioluminescência nos fungos


   Um dos grandes enigmas que causam curiosidade a comunidade cientifica e a sociedade em geral é como alguns seres vivos conseguem emitir luz, nesse contexto observamos os casos especiais dos fungos que durante várias décadas vem sendo estudados quando ao fenômeno luminoso em algumas de suas espécies distribuídas pelo mundo.
  A bioluminescência é gerada através das reações de redução ocorrida nos organismos dos fungos através da catalise promovida pela enzima luciferases resultando no substrato Luciferina a qual é o emissor da luz que conseguimos observar visivelmente nos fungos. Esse mecanismo embora não desvendado como um todo pela comunidade cientifica mundial ao longo das décadas, vem gerando resultados em seus experimentos que vem sendo utilizados em outros meios e ações para o bem da sociedade humana, como uso em pesquisas e tratamentos de patologias e rastreamento de substancias e corpos em meios.
  O estudo da bioluminescência nos fungos vem mostrando como o desvendar desse processo complexo pode contribuir para o desvendar de muitos processos químicos complexos que podem servirem a sociedade humana.

Referências:
Garbuglio Oliveira, A., Pimenta Carvalho, R., Eugene Waldenmaier, H. e Vinicius Stevani, C. (2013). Bioluminescência de fungos: Distribuição, função e mecanismo de emissão de luz
. Quimica Nova, 36 (2), pp.314-319.

Youtube. (2017). Como fungos usam química para brilhar no escuro da mata. [online] Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=Ril7v3BP1dM [Acessado 19 de outubro de 2017].

quinta-feira, 11 de maio de 2017

 ANÁLISE BIOFÍSICA DA CAMINHADA




quinta-feira, 13 de abril de 2017


A história da química: Do fogo ao dia de hoje.




terça-feira, 14 de março de 2017








DANDO COR A CÉLULA

Opinião Académica

    A reportagem abaixo descreve os principais métodos de coloração celular que são responsáveis por garantir o estudo e a prática em laboratório, nisso os métodos descritos contribuem para o desenvolvimento de estudos importantes para a sociedade. Assim além de ter função clinica laboratorial permite melhoras com o impacto dos seus estudos no dia a dia da sociedade. O texto descreve os principais métodos de coloração celular tais como o de Gram, Hidróxido de Potássio (KOH), Coloração Azul de Metileno, Coloração de Wright Giemsa, Fixados e Corados, Tinta da China (nanquim), Exame de Campo Escuro e Entre Lâmina e Lamínula


Principais Métodos de Coloração das Células






Principais Métodos de Coloração

  De uma maneira geral, as bactérias têm afinidade por um grande número de corantes, principalmente aqueles do grupo dos derivados básicos da anilina (azul de metileno, cristal violeta e fucsina básica). Dentre todos os métodos existentes, aqueles que têm mais importância dentro do laboratório de microbiologia são os métodos de Gram e de Ziehl-Neelsen.

   A Fresco: As preparações deste tipo permitem o exame dos micro-organismos nas condições normais de vida e são perfeitamente utilizadas nas seguintes situações: quando a morfologia fica distorcida devido aos processos de fixação e coloração, durante a verificação da motilidade, durante os processos fisiológicos (divisão celular, produção de esporos) e durante a observação de corpúsculos (vacúolos e material graxo).
Entre Lâmina e Lamínula: Salina
  Esta técnica pode ser usada para avaliar bactérias cultivadas em meio líquido e fungos. A técnica consiste em gotejar com o auxilio de uma alça de platina, esterilizada, no centro da lâmina, uma gotícula da cultura a ser investigada. Ou um fragmento da cultura em meio sólido do fungo a ser analisado. Em seguida cobrir com lamínula e examinar ao microscópio.
 Hidróxido de Potássio (KOH): esta técnica é usada para pesquisa de fungos, proveniente de material biológico como muco, restos celulares, pelos e unhas. A técnica consiste em colocar uma pequena amostra do material biológico a ser pesquisado no centro da lâmina; suspender o material com uma ou duas gotas de KOH, cobrir com uma lamínula e aguardar 30 minutos ou aquecer ligeiramente a lâmina para acelerar o clareamento.
  Exame de Campo Escuro: esta técnica é empregada para observar a motilidade de bactérias dificilmente observadas em microscopia a fresco com salina. A técnica consiste em atritar as bordas da lesão suspeita com um swab ou alça bacteriológica, colher o exudato com a própria alça ou fazer um imprint com a lâmina e cobrir com a lamínula (utilizar uma gota de salina). Realizar a pesquisa rapidamente. Ou, se o material for líquido (urina recém-emitida), centrifugar e examinar o sedimento. A microscopia em campo escuro é realizada colocando-se óleo de imersão.
  Tinta da China (nanquim): esta técnica é empregada para pesquisa de fungos em líquido cefalorraquidiano e outros materiais permitindo destacar a cápsula deste fungo contra um fundo negro. A técnica consiste em pegar o líquido cefalorraquidiano sedimentado ou uma amostra do meio de cultura líquido e ressuspender em uma gota de tinta da china fazendo um filme bem delgado entre lâmina e lamínula.

  Fixados e Corados: as preparações fixadas e coradas são usadas para verificar as características morfológicas, sendo bastante utilizadas na identificação das bactérias, pois tornam mais fácil a visualização das formas e permitem a verificação do comportamento tintorial do micro-organismo em relação às colorações diferenciais.
 Coloração Azul de Metileno: esta técnica é utilizada principalmente na avaliação da morfologia de bactérias em esfregaços de líquido cefalorraquidiano, pois os danos causados as células são menores devido ao menor número de manipulações. Esta técnica consiste em colocar o corante sobre o esfregaço previamente fixado deixando-se corar por 3 a 5 minutos. Em seguida escorre-se o corante, lava-se em água corrente e deixa-se secar para posterior observação ao microscópio.
  Coloração de Wright Giemsa: esta técnica é utilizada para corar os elementos celulares em esfregaços sanguíneos, para demonstração de micro-organismos intracelulares e também para demonstrar inclusões intracelulares em esfregaços diretos, de pele ou mucosas. Esta técnica consiste em colocar o corante sobre o esfregaço previamente fixado deixando-se corar por 3 a 5 minutos. Em seguida escorre-se o corante, lava-se em água corrente e deixa-se secar para posterior observação ao microscópio.
  Coloração de Gram: a coloração de Gram, descoberta há pouco mais de 100 anos por Hans Christian Joaquim Gram é utilizada com muita frequência para o exame microscópico direto de amostras e subcultivos, para demonstrar as propriedades tintoriais de todos os tipos de bactérias.
  As bactérias coradas por esta técnica pertencem a duas categorias distintas: Gram positivas e Gram negativas. A diferença básica entre os dois grupos é resultado da estrutura de suas paredes celulares. A técnica consiste na aplicação de um corante básico, o cristal violeta e uma solução de iodo e iodeto de potássio (lugol), em um esfregaço previamente fixado na chama. A preparação é, então, tratada com um solvente orgânico (álcool ou acetona), com o objetivo de descolorir as células.
   As bactérias Gram positivas retêm o corante ou o complexo cristal violeta e iodo após a descoloração e aparecem em azul escuro. As bactérias Gram negativas não são capazes de reter o complexo cristal violeta e iodo após a descoloração e são contra coradas com um segundo corante (fucsina ou safranina), chamado corante de contraste e adquirem a coloração vermelha.
  Coloração de Ziehl-Neelsen: esta técnica é utilizada para corar os bacilos álcool-ácido resistentes (BAAR). Estes bacilos são assim denominados porque possuem um envoltório céreo que é resistente a coloração. Para o corante penetrar na célula é necessário calor ou detergente. Uma vez coradas, as bactérias álcool-ácido resistentes resistem à descoloração, enquanto outras bactérias descoram com o álcool-ácido. A técnica consiste em corar o esfregaço previamente fixado com carbolfucsina (aquecer 3 vezes), descorar com álcool-ácido a 3% e contra corar com o azul de metileno.

 Fonte: https://www.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/farmacia/principais-metodos-de-coloracao/24123

segunda-feira, 13 de março de 2017

MÉTODO DE COLORAÇÃO BARATO E EFICIENTE


Opinião académica

  A matéria abaixo discorre sobre um dos métodos de coloração celular chamado de método de coloração de Cram, que pelo seu baixo valor permite acessibilidade econômica e estrutural em casos com pouca estrutura, o método tem eficácia de até 80% nos procedimentos submetidos, claro dependendo das condições básicas no processamento da amostra. O texto descreve o descobrimento e o desenvolvimento do método, sua adaptação aos novos tipos de corantes, beneficiando cada vez mais o método de coloração celular. O método de coloração de Gram contribuiu significativamente para o desenvolvimento de estudos celulares por ser barato e consequentemente mais acessível a uma ampla gama de estudos.





Coloração de Gram


     A coloração de Gram recebeu este nome em homenagem a seu descobridor, o médico dinamarquês Hans Cristian Joaquim Gram. Em 1884, Gram observou que as bactérias adquiriram cores diferentes, quando tratadas com diferentes corantes. Isso permitiu classificá-las em dois grupos distintos: as que ficavam roxas, que foram chamadas de Gram-positivas, e as que ficavam vermelhas, chamadas de Gram-negativas. Após descrição do método, inúmeras propostas de modificação foram feitas.

    O método tintorial predominante utilizado em bacteriologia é o método de Gram. A bacterioscopia, após coloração pelo método de Gram com diagnóstico presuntivo, de triagem, ou até mesmo confirmatório em alguns casos, constituindo-se uma peça importante e fundamental. Essa técnica é simples, rápida e tem capacidade de resolução, permitindo o correto diagnóstico em cerca de 80% dos pacientes em caráter de pronto atendimento em nível local.
 Os custos com investimento e manutenção são consideravelmente baixos diante da eficácia alcançada com os resultados imediatos dos testes. Essa técnica requer instalação simples, necessitando apenas de uma sala pequena com disponibilidade de água e gás, onde deverá ser instalado um balcão com pia e um bico de Bunsen, eventualmente substituído por uma lamparina ou espiriteira. São ainda necessários: microscópio com objetiva de imersão e bateria para a coloração de Gram. Os corantes devem ser preparados pelo próprio laboratório ou por um laboratório habitado que assegure a qualidade do produto. Finalmente, e mais importante, são necessários técnicos de laboratório treinados, responsáveis e conscientes do valor do seu trabalho.

Princípio

   Nas bactérias Gram-positivas a parede celular é formada principalmente por ácidos teicóicos e nas bactérias Gram-negativas, é formada principalmente por lipídeos. Por possuírem grande quantidade de ácidos teicóicos, após a coloração, as Gram-positivas formam um complexo corado azul intenso, que não é removido facilmente com álcool-acetona. As Gram-negativas não retêm a coloração após o tratamento com álcool-acetona e são reveladas posteriormente com solução de fucsina ou safranina, apresentando-se na coloração avermelhada.


Variações

  A técnica de coloração de Gram geralmente respeita um protocolo de ações que a padroniza. Contudo, há variantes nesse procedimento relacionadas aos tempos de execução da coloração e à utilização de lavagem com água em dadas etapas que podem ou não interferir na visualização das estruturas coradas.

   Como exemplo, o método original utiliza violeta-de-genciana. Hoje se utiliza um outro tipo de cristal violeta, a violeta-de-metila. É importante ressaltar que a solução de violeta-de-metila, em sua preparação, já contém fixador químico. Entretanto, a modificação mais importante foi a do corante secundário, também chamado de corante de fundo. A fucsina fenicada de Gram foi substituída pela safranina baseado no espectro de cores, já que esta última mantém-se mais distante da violeta no espectro de cor, diferenciando com maior nitidez as bactérias Gram-negativas.

Procedimento

1. Cubra o esfregaço com cristal violeta e deixe por aproximadamente 1 minuto;
2. Escorra o corante e lave em um filete de água corrente;
3. Cubra a lâmina com lugol e deixe agir por aproximadamente 1 minuto;
4. Escorra o lugol e lave em um filete de água corrente;
5. Adicione álcool-acetona sobre a lâmina; descorando-a, até que não desprenda mais corante;
6. Lave em um filete de água corrente;
7. Cubra a lâmina com safranina e deixe agir por aproximadamente 30 segundos;
8. Lave em um filete de água corrente;
9. Deixe secar ao ar livre;
10. Coloque uma gota de óleo de imersão sobre o esfregaço;
11. Leia em objetiva de imersão (100x).
Fonte: http://www.biomedicinabrasil.com/2011/06/coloracao-de-gram.html

Fonte: http://www.biomedicinabrasil.com/2011/06/coloracao-de-gram.htm